Livro João (William Barclay) 14 O grande problema era como chegar a esse mundo real, como sair de nossas sombras para chegar às verdades eternas. A resposta do João é que isso é o que Jesus não permite fazer. Jesus é a realidade que descendeu à Terra. A palavra grega para real neste sentido é alethinos; está relacionada muito de perto com a palavra alethes, que significa verdade, e com aletheia, que significa a verdade. Quando nossas versões se encontram com alethinos o traduzem por verdadeiros; seria mais correto traduzir real, ou autêntico. Jesus é a luz real (1:9); Jesus é o pão real (6:32); Jesus é a real videira (15:1); a Jesus pertence o julgamento real (8:16). Jesus é o único que possui realidade em nosso mundo de sombras e imperfeições. Agora, disto se desprende algo: e é que, em conseqüência, cada ação que Jesus levou a cabo foi, não só um ato no tempo, mas também uma janela que nos permite ver a realidade. Isso é o que João quer dizer quando fala dos milagres de Jesus como sinais (semeia). As obras maravilhosas do Jesus não só eram maravilhosas eram janelas que se abriam à realidade que é Deus. Isto explica a forma em que João relata as histórias dos milagres. Ele as relata de maneira bem diferente da que os outros três evangelistas empregam. As diferenças são duas: (a) No quarto Evangelho notamos a ausência da nota de compaixão que aparece nas histórias dos milagres nos outros Evangelhos. Naqueles, o Mestre Jesus se sente movido pela misericórdia para com o leproso (Marcos 1:41); sente simpatia para com Jairo (Marcos 5:22); sente compaixão pelo pai do moço epilético (Marcos 9:14); quando ressuscita o filho da viúva do Naim, Lucas diz com uma ternura infinita: “E Jesus o restituiu a sua mãe” (Lucas 7:15). Mas em João os milagres não são tanto atos de misericórdia como atos que demonstram a glória de Cristo. Depois do milagre de Caná da Galiléia, João comenta: “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória” (João 2:11). A ressurreição do Lázaro tem lugar "para a glória de Deus" (João 11:4). A cegueira do homem cego existia para que se manifestasse a glória das obras de Deus (João 9:3). Não é que para João não tenha havido amor e compaixão nos milagres; mas em cada um deles via a glória da realidade de Deus penetrando no tempo e nos assuntos dos homens. Estudando a Biblia livro por livro.
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