Livro Lucas (William Barclay) 237 (4) Estava lá Jesus. E ele era a única pessoa em toda a cena que se lembrava de Deus. O que mais nos surpreende de Jesus em seus últimos dias é sua serenidade absoluta uma vez passado o momento do Getsêmani. Nesses dias, até durante sua prisão, Ele parecia o dono da situação; e até em seu julgamento, Ele é o juiz. O homem que caminha com Deus pode enfrentar qualquer situação e olhar nos olhos de qualquer inimigo, erguido e sem medo. Só quando um homem se inclinou diante de Deus pode falar e agir como um conquistador. RIDICULARIZADO, AÇOITADO E JULGADO Lucas 22:63-71 Durante a noite Jesus foi levado perante o Sumo Sacerdote. Este foi um interrogatório privado e extra-oficial. As autoridades tinham o propósito de zombar dele, e, se fosse possível, fazê-lo cair em uma armadilha, para poder formular acusações contra Ele. Depois disso, foi entregue aos policiais do templo para que o custodiassem; os quais o fizeram objeto de brincadeiras cruéis. Ao chegar a manhã foi levado perante o Sinédrio. O Sinédrio era o tribunal supremo dos judeus. Tinha uma jurisdição especial sobre todos os assuntos religiosos e teológicos. Estava composto por setenta membros. Estavam representados nele os escribas, os rabinos e os fariseus, os sacerdotes, os saduceus e os anciãos. Não podia reunir- se de noite. Por essa razão retiveram a Jesus até a manhã antes de levá-lo diante deles. Só podia reunir-se na sala da Pedra Lavrada no átrio do templo. O Sumo Sacerdote era seu presidente. Possuímos as normas de procedimentos do Sinédrio, que talvez só sejam ideais, e jamais se cumpriram totalmente; mas ao menos nos permitem ver o que os judeus, com seus melhores propósitos, concebiam que devia ser o Sinédrio, e como a atuação no julgamento de Jesus se afastou de seus próprios ideais. O tribunal se sentava em um semicírculo, no qual todos os membros podiam ver-se. O prisioneiro estava de pé de frente para eles vestindo roupas de luto. Atrás dele se sentavam os estudantes e os discípulos dos rabinos. Podiam falar defendendo o prisioneiro, mas não contra ele. As vagas no tribunal provavelmente eram completadas com a cooperação destes estudantes. Todos os cargos deviam ser apoiados pelo testemunho de duas testemunhas examinadas independentemente. Um membro do tribunal podia falar contra o prisioneiro, e depois mudar de opinião e falar a favor dele, mas não o reverso. Estudando a Biblia livro por livro.
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MEDITAÇÃO DO DIA
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