Livro Lucas (William Barclay) 256 NO CENÁCULO Lucas 24:36-49 Aqui lemos a respeito de como Jesus se apresentou aos seus quando estavam reunidos no Cenáculo. Nesta passagem ressoam enfaticamente algumas das grandes características da fé cristã. (1) Acentua a realidade da ressurreição. O Senhor ressuscitado não era um fantasma nem um espírito nem uma alucinação. Era real. O Jesus que morreu era verdadeiramente o Cristo que ressuscitou. O cristianismo não se funda em sonhos de mentes transtornadas, nem em visões de olhos febris, e sim em Alguém que na realidade histórica enfrentou a morte, lutou com ela e a venceu e ressuscitou. (2) Acentua a necessidade da cruz. Toda a Escritura apontava para a cruz. A cruz não foi algo forçado para Deus; não foi uma medida de emergência quando todo o resto tinha fracassado e quando os planos tinham saído mal. Era parte do plano de Deus, porque a cruz é o único lugar na Terra, no qual em um determinado momento, vemos o eterno amor de Deus. (3) Acentua a urgência da tarefa. O chamado ao arrependimento e o oferecimento de perdão tinha que ir a todos os homens. A igreja não teria que viver sempre no Cenáculo; foi enviada ao mundo. Depois do Cenáculo estava a missão mundial da igreja. Os dias de tristeza haviam passado e se devia levar a todos os homens as novas de grande alegria. (4) Acentua o segredo do poder. Tinham que esperar em Jerusalém até que descendesse sobre eles poder do céu, até que chegasse o Pentecostes. Há momentos em que pareceria que o cristão está perdendo o tempo, quando precisa esperar em uma prudente passividade. A ação que não está preparada deve fracassar necessariamente. Há um momento para esperar em Deus e um momento para trabalhar para Ele. Os momentos silenciosos em que esperamos em Deus nunca se perdem; porque no momento em que deixamos de lado as tarefas da vida é quando somos fortalecidos para as mesmas tarefas que abandonamos. O FINAL FELIZ Lucas 24:50-53 A Ascensão deve ser sempre um mistério, porque busca dizer com palavras o que está além das palavras e descrever o que está além de toda descrição. Mas era essencial que acontecesse algo assim. Era impensável que as aparições de Jesus fossem diminuindo até desaparecer finalmente. Isso teria destroçado efetivamente a fé dos homens. Tinha que haver um dia de divisão no qual o Jesus da Terra se convertesse finalmente no Cristo do céu. Mas para os discípulos a Ascensão significou obviamente três coisas. (1) Foi um final. Havia terminada uma etapa e começava outra. Havia terminado o dia em que sua fé estava baseada em uma pessoa de carne e ossos, e dependia dela. Agora estavam unidos a Alguém que era independente para sempre do espaço e do tempo. (2) Mas era deste modo um começo. Os discípulos não deixaram a cena desanimados; abandonaram-na com grande alegria. Porque agora sabiam que tinham um Mestre de quem nada poderia separá-los nunca mais. “Porque eu estou bem certo”, disse Paulo, “de que nem a morte, nem a vida... poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38, 39). (3) Mais ainda, a Ascensão deu aos discípulos a certeza de que tinham um amigo, não só na terra, mas também no céu. Sem dúvida é algo sem preço saber e sentir que no céu nos espera o mesmo Jesus que na Terra foi alguém maravilhoso. Morrer não é entrar na escuridão; é ir a Ele. De modo que voltaram para Jerusalém, e estavam continuamente no templo louvando a Deus. Não é meramente acidental que o evangelho do Lucas termine onde começou – na Casa de Deus. Estudando a Biblia livro por livro.
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