17 de abril de 2026

ESTUDANDO A BÍBLIA LIVRO POR LIVRO

Livro João (William Barclay) 21 (b) O quarto Evangelho acentua mais que qualquer dos outros Evangelhos a onisciência de Jesus. João considera que Jesus conhecia, de maneira evidentemente milagrosa, o passado da mulher de Samaria (4:16-17); aparentemente sem que ninguém lhe dissesse sabia durante quanto tempo tinha estado doente o homem junto ao lago (5:6); antes de fazer a pergunta conhecia a resposta do que perguntou a Felipe (6:6); sabia que Judas o trairia (6:61-64); soube que Lázaro tinha morrido antes que ninguém o dissesse (11:14). João via em Jesus alguém que possuía um conhecimento especial e milagroso, independente de algo que ninguém lhe pudesse dizer. Segundo seu conceito, Jesus não precisava formular perguntas porque conhecia todas as respostas. (c) O quarto Evangelho sublinha o fato, sempre segundo o ponto de vista de João, de que Jesus sempre agia completamente por própria iniciativa e sem experimentar influência alguma de nenhuma outra pessoa. Não foi o pedido de sua mãe o que o moveu a fazer o milagre de Caná da Galiléia, foi sua própria decisão pessoal (2:4); as palavras de seus irmãos não tiveram nada que ver com a visita que fez a Jerusalém durante a festa dos Tabernáculos (7:10); nenhum homem lhe tirou a vida, ninguém podia fazê-lo; ele a entregou voluntariamente e exercendo seu livre-arbítrio (10:18; 19:11). Tal como o via João, Jesus possuía uma divina independência de toda influência humana. Suas determinações e suas ações eram resultado de sua própria decisão. Vemos, pois, que para enfrentar aos gnósticos e suas crenças estranhas, João nos apresenta um Jesus que era indiscutivelmente humano e que, entretanto, também era indiscutivelmente divino. Estudando a Biblia livro por livro.

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