19 de agosto de 2026

ESTUDANDO A BÍBLIA LIVRO POR LIVRO

 


LIVRO João (William Barclay) 141 Muitas das iniciações dos mistérios se celebravam à meia-noite quando o dia morre e volta a nascer. Na Frígia, depois da iniciação, alimentava-se o iniciado com leite como se fosse um menino recém-nascido. O mundo antigo conhecia muito bem o renascimento e a regeneração. Desejava-o e o buscava em todas as partes. A mais famosa das cerimônias dos mistérios era o taurabolium. O candidato ficava em um poço. Sobre a boca do poço ficava uma tampa gradeada. Sobre esta tampa se matava um touro, degolando-o. O sangue caía e o iniciado levantava a cabeça e se banhava no sangue: lavava-se em sangue; e quando saía do poço era um renatus ad aeternum, renascido para toda a eternidade. Quando o cristianismo veio ao mundo com uma mensagem de renascimento, trazia justamente o que todo mundo estava procurando. O que significa, então, este renascimento para nós? No Novo Testamento, e em especial no quarto Evangelho, há quatro ideias muito relacionadas entre si. Existe a ideia do renascimento; existe a ideia do Reino de Deus, ao qual o homem não pode entrar a menos que tenha renascido; existe a ideia de ser filhos de Deus: e existe a ideia da vida eterna. Esta ideia de renascer não é privativa do pensamento do quarto Evangelho. Em Mateus temos a mesma verdade fundamental expressa em forma mais simples e vivida: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”(Mateus 18:3). Estas três ideias estão sustentadas por um pensamento comum. NASCIDO DE NOVO João 3:1-6 (continuação) Comecemos com a ideia do Reino de Deus. O que significa o Reino de Deus? A melhor definição nós a encontramos no Pai Nosso. Há duas petições, uma junto à outra: Venha o teu reino; Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu. Agora, é próprio do estilo judeu repetir as coisas duas vezes, e a segunda forma de dizer uma coisa explica, amplia, repete de maneira distinta o que foi dito primeiro. Qualquer versículo dos Salmos nos mostra este costume judaico que se conhece com o nome técnico de paralelismo: O SENHOR dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio (Salmo 46:7). Porque eu conheço minhas transgressões, E o meu pecado está sempre diante de mim (Salmo 51:3). Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso (Salmo 23:2).ESTUDANDO A BIBLIA LIVRO POR LIVRO.

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