LIVRO
João (William Barclay) 164 Depois de um tempo, o reino do Sul, cuja capital era
Jerusalém, sofreu uma invasão e uma derrota semelhantes. Também os seus
habitantes foram levados a Babilônia; mas não perderam sua identidade;
permaneceram inalteravelmente judeus. Depois vieram os dias de Esdras e Neemias
e os exilados voltaram para Jerusalém graças ao rei da Pérsia. Sua tarefa
imediata foi reparar e reconstruir o templo, que estava destroçado. Os
samaritanos vieram a oferecer sua ajuda para esta tarefa sagrada. Sua ajuda foi
orgulhosamente rechaçada. Tinham perdido sua herança judaica e não tinham
nenhum direito de compartilhar a reconstrução da casa de Deus. Indignados por
este rechaço, voltaram-se com amargura contra os judeus de Jerusalém. Essa
briga ocorreu ao redor do ano 450 A. C. e nos dias de Jesus aquela inimizade
era tão profunda como sempre. Agravou-se quando o judeu renegado Manassés se
casou com a filha do samaritano Sambalate (Neemias 13:28) e se dedicou a
construir um templo que rivalizava com o de Jerusalém, no monte Gerizim que
estava no centro do território samaritano e que é ao que se refere a mulher
samaritana. Mais tarde, na época dos Macabeus, no ano 129 A. C., o general e
caudilho judeu João Hircano comandou um ataque contra Samaria e saqueou e
destroçou o templo do monte Gerizim. Havia um profundo ódio entre judeus e
samaritanos. Os judeus os chamavam depreciativamente chutitas,
que
era o nome de um dos povos que tinham instalado os assírios nessa região. Os
rabinos judeus diziam: "Nenhum homem deve comer o pão dos chutitas
porque
quem come de seu pão é como aquele que come carne de porco." O
Eclesiástico mostra Deus dizendo: “Há duas nações que minha alma detesta, e uma
terceira nem sequer é nação: os habitantes de Seir, os filisteus e o povo
estúpido que mora em Siquém” (Eclesiástico 50:25-26, Bíblia de Jerusalém).ESTUDANDO
A BIBLIA LIVRO POR LIVRO.
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