LIVRO
João (William Barclay) 165 Siquém era uma das mais famosas cidades samaritanas.
O ódio era devolvido com interesse. Conta-se que o rabino Jocanán passava por
Samaria quando ia orar a Jerusalém. Passou pelo monte Gerizim. Viu-o um
samaritano e lhe perguntou: "Para onde vai?" "Vou a
Jerusalém", disse, "a orar." O samaritano respondeu: "Não
seria melhor que orasse nesta montanha Santa (o monte Gerizim) antes que nessa
casa maldita?" Os peregrinos que foram da Galileia a Jerusalém deviam
passar por Samaria se, como vimos, viajavam pela rota mais rápida; e os
samaritanos sentiam prazer em lhes obstar o caminho. A desavença entre judeus e
samaritanos tinha mais de 400 anos. Mas se desenvolvia com o mesmo
ressentimento e amargura de sempre. Não é surpreendente que a mulher samaritana
sentisse algo estranho quando Jesus, um judeu, falou com ela, uma samaritana. (4)
Mas havia até outra forma em que Jesus estava derrubando barreiras. A
samaritana era uma mulher. Os rabinos estritos proibiam que um rabino saudasse
uma mulher em público. Um rabino nem sequer podia falar em público com sua
própria mulher, sua filha ou sua irmã. Até havia fariseus ao quais se
apelidavam: "Os fariseus machucados e sangrantes" porque fechavam os
olhos quando viam uma mulher pela rua e assim batiam a cabeça em paredes e
casas! Para um rabino o fato que o vissem falando em público com uma mulher
significava o fim de sua reputação, e entretanto, Jesus falou com esta mulher.
Não só era mulher; tratava-se de uma mulher cuja personalidade era muito
conhecida. Nenhum homem decente, e menos um rabino, deixou-se ver em sua
companhia ou falando com ela; mas Jesus sim. ESTUDANDO A BIBLIA LIVRO POR LIVRO
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