LIVRO
João (William Barclay) 158 Mas João exigiu para si mesmo um lugar, o lugar de
amigo do marido. O amigo do marido, o shoshben, ocupava um
lugar de privilégio em uma festa de bodas judaica. Atuava como vínculo entre a
esposa e o marido; organizava as bodas; repartia os convites; presidia na festa
de bodas. Unia os maridos. E tinha um dever especial. Tinha a obrigação de
cuidar o dormitório conjugal e não permitir a entrada de nenhum amante falso.
Só abriria a porta quando ouvisse a voz do marido na escuridão e a
reconhecesse. Quando ouvia a voz do marido se sentia contente e o deixava
entrar, e ia embora feliz porque tinha cumprido sua tarefa e os amantes estavam
juntos. Não invejava sentia inveja da esposa nem do marido. Sabia que sua única
tarefa tinha sido a de uni-los. E uma vez que tinha completo a tarefa se
retirava voluntariamente e com alegria. A tarefa de João foi a de unir a Jesus
e Israel; arranjar o casamento entre Cristo, o marido, e Israel, a esposa.
Cumprida a tarefa, sentia-se feliz de desaparecer na escuridão porque tinha
feito sua obra. Não foi com inveja que disse que Jesus devia crescer e ele
devia minguar; disse-o com alegria. Seria bom que algumas vezes lembrássemos
que não devemos atrair às pessoas para nós, mas para Jesus Cristo. Não
procuramos a lealdade dos homens para nós, e sim para Ele. AQUELE QUE
VEM DO CÉU
João
3:31-36
Como já vimos, uma das dificuldades com que nos encontramos no quarto Evangelho
é saber distinguir quando falam os protagonistas e quando adiciona João seu
próprio comentário. Estes versículos podem ser palavras pronunciadas por João
Batista, mas é mais provável que. trate-se do próprio testemunho e comentário
de João, o autor do Evangelho. ESTUDANDO A BIBLIA LIVRO POR LIVRO.
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